A típica pequena propriedade do semi-árido nordestino é constituída de uma família com uma pequena criação de bovinos, ovinos e caprinos, sustentada por ração durante 7 meses ao ano, e que produz um precária produção agrícola na curta estação chuvosa. A agricultura de sequeiro de milho e feijão é feita com o cabo da enxada utilizando técnicas agrícolas rudimentares e só apresenta 1 safra por ano se a estação chuvosa for boa.
Políticas governamentais equivocadas tem sido implementadas com fracasso na região. A irrigação de capim por inundação para formação de pastagem, com gasto de 50m³ de água por hectare/dia, a construção de silos, e o assentamento de famílias em projetos de irrigação são exemplos de projetos malsucedidos.
Os projetos de formação de pastagem citados acima se mostraram caros e insustentáveis. Na questão dos projetos de irrigação, os pequenos produtores não obtiveram sucesso porque não tem instrução, tecnologia, visão de mercado e capital intensivo para administrar a complexa e rentável produção de frutas irrigadas. A solução é o governo ceder a infra-estrutura pública de canais de irrigação para grandes empresas privadas que tem o “know-how” necessário para exportar frutas de qualidade com alto valor agregado para o mercado internacional. Frutas como melão, uva, manga e goiaba geram uma grande criação de riquezas com o consumo de pouca água. As empresas privadas poderiam empregar os trabalhadores com carteira assinada. No meio rural e urbano das cidades do interior nordestino, o emprego de 1 salário mínimo com carteira assinada representa a inclusão social e a saída da miséria pois o custo de vida é muito baixo.
Quanto a formação de pastagens a melhor solução para os criadores das pequenas propriedades são as técnicas de manejo do pasto nativo desenvolvidas pela Embrapa Caprinos de Sobral. As técnicas são:
Raleamento – Consiste em diminuir o número de árvores/há, reduzindo a densidade de espécies de baixo valor forrageiro e madeireiro (ex: marmeleiro, malva branca). Com a diminuição no número de árvores, em áreas onde há banco de sementes de espécies herbáceas, há aumento na disponibilidade destas para uso na alimentação animal. Como ovino tem maior preferência por espécies herbáceas, esta prática favorece mais esta espécie.
Rebaixamento – Consiste em cortar a uma altura em torno de 70 cm espécies arbóreas (Ex.: jurema preta, sabiá, mororó) de valor forrageiro cuja folhagem está fora do alcance do animal. Esta prática favorece bastante os caprinos, pois, estes têm preferência por plantas de folha larga.
Raleamento e rebaixamento – consiste na combinação dos dois métodos anteriormente citados.
Enriquecimento – Consiste em adicionar a vegetação já existente em uma caatinga raleada, outras espécies principalmente herbáceas (Ex.: capim-gramão). Esta prática tanto pode incrementa a produção de forragem de uma caatinga raleada, como pode, em áreas onde é feito o raleamento e não existe banco de espécies herbáceas nativas, contribuir com o aumento na quantidade de forragem destas áreas.
Com essas técnicas o produtor poderá ter um manejo ecológico e sustentável da pastagem diminuindo sensivelmente o gasto com ração, tornando a pecuária mais rentável.
Quanto a agricultura das pequenas propriedades, a solução é a instalação de pequenos núcleos de cultivo irrigado conhecidos como Mandalla. O método Mandalla é simples, mas dá resultado. Canteiros são construídos ao redor de tanques circulares, que armazenam até 30 mil litros de água e são abastecidos por poço, cisterna, açude ou outra fonte disponível. A água segue em tubos de plásticos alimentados por uma bomba. A água não serve apenas para a irrigação. Ajuda também na criação de peixes, patos e marrecos. Uma lâmpada colocada sobre o tanque atrai insetos à noite, alimentando os peixes. O patos enriquecem a água com nitrogênio, através de suas fezes, e o peixes com o potássio. Nos canteiros, plantam-se alface, tomate, cebola, coentro, batata e pimentão, além de árvores frutíferas. A implantação de uma mandalla grande, de 2500 metros quadrados, custa R$ 3 mil reais. Mandallas menores, de fundos de quintal, têm um custo de R$ 600 a R$ 1,2 mil (incluindo sementes e manutenção de animais). A produção é cultivada sem gastos com agrotóxicos( policultura menos sujeita a pragas) ou adubos químicos. Quando o consumidor final compra um alimento no supermercado ele paga 5,6 vezes mais que o produtor recebe. Então a produção de alimentos para subsistência reduz a quase zero o custo da família com alimentação. Para comercialização dos excedentes da Mandalla, cada prefeitura do interior pode reservar espaços públicos para realização de uma feira diária com produtores fazendo vendas diretas dos seus produtos agrícolas como frutas verduras e leguminosas.
As soluções apresentadas podem desenvolver o semi-árido nordestino através de ações que atendem tanto a pequena propriedade quanto a empresa rural moderna. Essas ações apresentam uma excelente relação custo-benefício e devem ser incentivadas pelo governo e pelas instituições privadas sem fins lucrativos.
Políticas governamentais equivocadas tem sido implementadas com fracasso na região. A irrigação de capim por inundação para formação de pastagem, com gasto de 50m³ de água por hectare/dia, a construção de silos, e o assentamento de famílias em projetos de irrigação são exemplos de projetos malsucedidos.
Os projetos de formação de pastagem citados acima se mostraram caros e insustentáveis. Na questão dos projetos de irrigação, os pequenos produtores não obtiveram sucesso porque não tem instrução, tecnologia, visão de mercado e capital intensivo para administrar a complexa e rentável produção de frutas irrigadas. A solução é o governo ceder a infra-estrutura pública de canais de irrigação para grandes empresas privadas que tem o “know-how” necessário para exportar frutas de qualidade com alto valor agregado para o mercado internacional. Frutas como melão, uva, manga e goiaba geram uma grande criação de riquezas com o consumo de pouca água. As empresas privadas poderiam empregar os trabalhadores com carteira assinada. No meio rural e urbano das cidades do interior nordestino, o emprego de 1 salário mínimo com carteira assinada representa a inclusão social e a saída da miséria pois o custo de vida é muito baixo.
Quanto a formação de pastagens a melhor solução para os criadores das pequenas propriedades são as técnicas de manejo do pasto nativo desenvolvidas pela Embrapa Caprinos de Sobral. As técnicas são:
Raleamento – Consiste em diminuir o número de árvores/há, reduzindo a densidade de espécies de baixo valor forrageiro e madeireiro (ex: marmeleiro, malva branca). Com a diminuição no número de árvores, em áreas onde há banco de sementes de espécies herbáceas, há aumento na disponibilidade destas para uso na alimentação animal. Como ovino tem maior preferência por espécies herbáceas, esta prática favorece mais esta espécie.
Rebaixamento – Consiste em cortar a uma altura em torno de 70 cm espécies arbóreas (Ex.: jurema preta, sabiá, mororó) de valor forrageiro cuja folhagem está fora do alcance do animal. Esta prática favorece bastante os caprinos, pois, estes têm preferência por plantas de folha larga.
Raleamento e rebaixamento – consiste na combinação dos dois métodos anteriormente citados.
Enriquecimento – Consiste em adicionar a vegetação já existente em uma caatinga raleada, outras espécies principalmente herbáceas (Ex.: capim-gramão). Esta prática tanto pode incrementa a produção de forragem de uma caatinga raleada, como pode, em áreas onde é feito o raleamento e não existe banco de espécies herbáceas nativas, contribuir com o aumento na quantidade de forragem destas áreas.
Com essas técnicas o produtor poderá ter um manejo ecológico e sustentável da pastagem diminuindo sensivelmente o gasto com ração, tornando a pecuária mais rentável.
Quanto a agricultura das pequenas propriedades, a solução é a instalação de pequenos núcleos de cultivo irrigado conhecidos como Mandalla. O método Mandalla é simples, mas dá resultado. Canteiros são construídos ao redor de tanques circulares, que armazenam até 30 mil litros de água e são abastecidos por poço, cisterna, açude ou outra fonte disponível. A água segue em tubos de plásticos alimentados por uma bomba. A água não serve apenas para a irrigação. Ajuda também na criação de peixes, patos e marrecos. Uma lâmpada colocada sobre o tanque atrai insetos à noite, alimentando os peixes. O patos enriquecem a água com nitrogênio, através de suas fezes, e o peixes com o potássio. Nos canteiros, plantam-se alface, tomate, cebola, coentro, batata e pimentão, além de árvores frutíferas. A implantação de uma mandalla grande, de 2500 metros quadrados, custa R$ 3 mil reais. Mandallas menores, de fundos de quintal, têm um custo de R$ 600 a R$ 1,2 mil (incluindo sementes e manutenção de animais). A produção é cultivada sem gastos com agrotóxicos( policultura menos sujeita a pragas) ou adubos químicos. Quando o consumidor final compra um alimento no supermercado ele paga 5,6 vezes mais que o produtor recebe. Então a produção de alimentos para subsistência reduz a quase zero o custo da família com alimentação. Para comercialização dos excedentes da Mandalla, cada prefeitura do interior pode reservar espaços públicos para realização de uma feira diária com produtores fazendo vendas diretas dos seus produtos agrícolas como frutas verduras e leguminosas.
As soluções apresentadas podem desenvolver o semi-árido nordestino através de ações que atendem tanto a pequena propriedade quanto a empresa rural moderna. Essas ações apresentam uma excelente relação custo-benefício e devem ser incentivadas pelo governo e pelas instituições privadas sem fins lucrativos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário